Em abril de 1964 o Brasil passou pelo seu pior momento, a ditadura militar, período que durou 21 anos. Neste período que governou o país foram os militares. Esta fase do país foi caracterizada pelo despotismo, pela extinção dos direitos constitucionais, perseguição política, encarceramento dos opositores, além da determinação da censura aos meios de comunicação e à industria cultural, englobando a editoração de livros e revistas, a produção cinematográfica e teatral, a composição de músicas, que às vezes eram censuradas pelo nome escolhido, e até a programação televisiva.Porém, foi a música que mais sofreu com a censura, devido à sua capacidade perspicaz de entrar no inconsciente das pessoas, e por esse motivo vários autores musicais acabaram aprisionados. A Música Popular Brasileira foi a que mais sofreu, o governo dizia que eram ofensivas às leis, à moral e aos bons costumes. A canção Para não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, virou a mais cantada pelos manifestantes.
A censura aos canais de informação e à produção cultural foi intensa, tudo era acompanhado muito de perto pelos olheiros do governo. Com isso a idéia era passar ao brasileiro a idéia de que o país encontrava-se na mais perfeita ordem, os jornais foram calados, obrigados a publicarem de poesias até receitas no lugar das verdadeiras atrocidades pelas quais o país passava.
Com a destituição de João Goulart, o presidente da Câmara, Ranieri Mazzelli, assume a presidência. Nesta ocasião surge o Ato Institucional nº1, desta forma os atos ilegais dos militares poderiam ser praticados tranquilamente, ou seja, com respaldo da lei. Durante o período que vai de 1964 a 1978 são determinados 16 Atos Institucionais que servem de complemento à Constituição de 1946, transformando-a por completo o despotismo e a coação agravam-se, e simultaneamente a oposição reage. Os manifestos públicos nas ruas do país se aquecem, organizada por estudantes.
Em 1968, as coisas fogem um pouco do controle e um estudante, Édson Luís, morre em um confronto entre a polícia e estudantes no Rio de Janeiro. Os estudantes revoltam-se e reagem promovendo uma passeata, que entrou para a história, chamada Passeata dos 100 mil (compareceram 100 mil pessoas). Devido a força ganha pelo movimento o governo implanta o AI-5, no dia 13 de dezembro de 1968, este que seria um dos atos mais duros na história do país. Abole os mecanismos constitucionais dispostos na constituição de 1967, revigoram os poderes despóticos do regime e do exército a faculdade legal de aprimorar as medidas repressivas, tais como ordenar o retiro do Congresso, do corpo com poder legislativo de uma nação, a nível estadual e das Assembléia Municipais.
O AI-5 sobreviveu até 1978, a censura federativa coibiu mais de seiscentos filmes, quinhentas peças teatrais, a editoração de vários livros e a inclusão de assuntos essenciais para a carreira escolar das crianças. O fim do regime militar chega com a eleição direta, novos partidos surgiram e as eleições presidenciais passaram a ser direta também.
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