sábado, 29 de novembro de 2008

A Democracia no Brasil

A falta de democracia no Brasil data de muito tempo deste o período Monárquico, com a escravatura, o povo não tem voz para exercer suas funções de cidadão. Mas, no período oligárquico que a crise democrática foge ao controle e repressões a movimentos populares ocorrem.
Apesar de sua plataforma de liberalidade e moralidade política, com a Revolução de 30 assume o Presidente Vargas que fica 15 anos no poder sem eleições. Segue-se a ditadura do Estado Novo, com Parlamento fechado, partidos banidos, uma Constituição outorgada e ainda assim desobedecida, censura, cárceres cheios, tortura. Em 1945 após o golpe de Estado no governo Vargas, General Dutra assume e institui a constituinte de 46, onde é determinado uma democracia formal, mas o autoritarismo continua e intervém em sindicatos, devolve o PC à ilegalidade, atira a policia contra manifestações. Parece que o estadonovista se repetia.
Em 1984, após 20 anos de Ditadura é eleito o primeiro presidente pelo processo indireto de eleições e em 1988 é promulgada a Constituição. Agora o Brasil pode ser qualificado como uma país democrático, no que se refere as conquistas abaixo:

· Liberdade de expressão e de associação;
· Direito de voto e de informação alternativa;
· Direito dos líderes políticos de competirem por apoio;
· Elegibilidade para cargos públicos;
· Eleições livres.

Mas, um regime social democrata presume que exista uma política redistributiva que beneficia os componentes da sociedade integrada, mas o que vemos no Brasil é uma população totalmente marginalizada com fome, desemprego e pobreza. Em 1995, o Brasil, caminharia para uma social democracia com a eleição de Fernando Henrique Cardoso. Porém o que presenciamos foi uma cópia do governo de Fernando Collor de Mello, seu antecessor. O Brasil continuava com a sua maioria semi-analfabeta, subnutrida e miserável, alem da invasão do capital estrangeiro especulativo nas finanças públicas.
A Democracia é um processo que está longe de se completar e é resumida em uma frase do Udenista João Mangabeira que compara a democracia a uma planta tenra, que exige todo cuidado.

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