
Em 27 de setembro de 1953 às 20 horas, a TV Record entrou no ar pela primeira vez com a exibição de um programa musical. Nos primeiros anos de existência ela dedicou-se a programas musicais como "Grandes Espetáculos União". Mais tarde investiu em telejornal, mas foi o esporte o grande responsável pelo seu sucesso, tornando-se pioneira na cobertura esportiva e transmitindo partidas de futebol ao vivo.
Em 1960, a Rede Record investiu em cobertura para todo o território Paulista e em 1970 passa a dar espaço para o telejornal com programas como "Dia D", o "Jornal do REI", com transmissão simultânea entre o Rio de Janeiro e São Paulo, e o "Jornal da Record”.
Em 19 de fevereiro de 1972 faz sua primeira transmissão a cores. Nesta mesma época o atual dono da emissora SBT, Sílvio Santos, passa a integrar o quadro de comunicadores da TV Record que na época era o Canal 7. Fausto Silva, atual apresentador da Rede Globo, também fez parte da equipe da emissora apresentando o “Perdidos na noite”.
Em 1997 passam a investir em teledramaturgia, que por algum tempo ficou estacionado, mas que voltou a todo vapor em 2004 com o sucesso “A Escrava Isaura”.
Mas a Record não vive só de boa programação, em Outubro de 2008 o site TV foco publica o ranking dos programas de maior baixaria na TV e dentre eles está o SP no ar da emissora.
Criada em abril de 1966, a Revista realidade, abordava questões sociais em seu editorial. Com uma linha voltada para o Jornalismo artístico, a revista utilizava de fotografias como forma de chocar os leitores e reforçar o assunto. A revista expunha os fatos do olhar do personagem retratado. O trabalho do jornalista era participar ativamente da vida do personagem, de forma que o repórter se transformasse no próprio personagem e as matérias tivessem maior veracidade e uma participação ativa do jornalista.
A revista acostumada a escandalizar mostrando a realidade da sociedade, na edição de maio de 1968 enviou o repórter José Hamilton Ribeiro para cobertura da Guerra do Vietnã, mas infelizmente ele acabou fatalmente pisando em uma mina terrestre e perdendo parte da perna esquerda. No exemplar, o jornalista descreve seu sofrimento e recuperação aparecendo em uma imagem ferido.
Roberto Civita, editor da revista - o primeiro foi seu pai Victor Civita - tinha um lema: priorizar o lado positivo do Brasil. Victor Civita, no editorial do primeiro exemplar, disse que queria comunicar a "fé inabalável no Brasil e seu povo". Roberto apesar de seu autoritarismo dava plena autonomia aos jornalistas em suas reportagens.
Grandes personalidades contribuíram para a revista como Carlos Drummond de Andrade, Nélson Rodrigues, Adoniran Barbosa, Carlos Lacerda, Paulo Francis e Plínio Marcos. Até Frank Sinatra contribuiu em uma das edições fotografando uma luta de Muhammad Ali.
Apesar de Vitor Civita viver afirmando que sua revista era feita para homens e mulheres, ela era em sua maior parte antropocêntrica e tinha em suas matérias o foco no centro.
Em seus 10 anos de existência, oito prêmios Esso foram conquistados: "Brasileiros go home" (1966), "Os meninos do Recife" (1967), "A vida por um rim" (1967), "Eles estão com fome" (1968), "Do que morre o Brasil" (1968), "Marcinha tem salvação: amor" (1969), "Amazônia" (1972) e "Seu corpo pode ser um bom presente" (1973). E ainda o Prêmio Sudene, pelo especial sobre o Nordeste. O sucesso da revista foi tanto que em Portugal adotaram-na como livro de texto de português.
A revista com tiragem de 500 mil exemplares esperava chegar a 1 milhão, mas infelizmente em 1968, quando instalaram o AI-5, ela foi extinta.